Internet pode se tornar um vício no mesmo patamar do álcool e do tabaco
Jovens consideram o fato de ficar sem acessar a rede como uma grande catástrofe.

Os resultados de uma pesquisa feita na Inglaterra pela Intersperience, com aproximadamente mil usuários da rede, mostra que o vício pela internet pode ser comparado àqueles por bebidas ou cigarros. Fizeram parte do universo do levantamento pessoas com idades entre 18 e 65 anos, trazendo declarações surpreendentes por parte dos entrevistados.
O apego emocional pela grande rede mostrou-se tão forte que parte dos usuários disseram que não conseguiriam passar um dia sequer sem acessá-la. Alguns dos entrevistados chegaram a alegar que tal atividade seria tão difícil quanto parar de fumar ou beber. Outros vieram a dizer que ficar sem internet “seria o seu pior pesadelo” e que preferiam “ter a mão amputada” do que passar por tal situação.
A pesquisa também levantou o dado de que 40% dos participantes alegam se sentir “sozinhos” quando não conseguem acessar a sua caixa de mensagens ou o correio eletrônico. Por outro lado, 23% dos entrevistados consideraria o fato de não poder conectar-se à internet como a sua “liberdade”.

O assunto internet e vício já é levantado há algum tempo. Em pesquisas relacionadas ao tema, a Retrevo divulgou dados em março de 2010, mostrando que as pessoas estavam obcecadas por redes sociais. Na ocasião, 48% dos entrevistados disseram atualizar o Facebook e o Twitter durante a noite e imediatamente ao acordar.
Além disso, aproximadamente 50% dos jovens abaixo de 25 anos alegaram atualizar as mesmas redes a qualquer momento no qual pudessem acessar o computador (até ao acordar durante a madrugada).
Há aproximadamente um ano, outra pesquisa efetuada pela Oxygen Media Insights Group também demonstrou o vício pelas redes sociais. Esse levantamento englobou apenas mulheres, sendo que 60% delas alegaram que conseguiam se comunicar melhor com as pessoas online. Aproximadamente 40% declararam ser viciadas no Facebook.
Orkut segue como a rede preferida dos brasileiros
ComScore afirma que, no Brasil, tráfego do Facebook não ultrapassou o da rede da Google.

Ao contrário do que foi veiculado em alguns sites de notícias nas últimas semanas, o Orkut continua à frente do Facebook no Brasil. Quem afirma isso é a ComScore, empresa estadunidense especializada em compilar e analisar tendências da internet, contrapondo o que foi divulgado pela Alexa, outra empresa do gênero.
O pessoal do Google Discovery, que havia contestado os dados da Alexa, divulgou hoje novas informações reveladas pela ComScore. De acordo com o novo relatório, o Orkut teve 21,5 bilhões de pageviews (páginas visualizadas) no Brasil no último mês. No mesmo período, o Facebook alcançou apenas 1,7 bilhão no mesmo quesito.
Outro dado divulgado pela ComScore e que mostra a superioridade do Orkut em terras tupiniquins é o número de visitantes únicos: a rede da Google tem uma base de 32,1 milhões de usuários brasileiros, já a de Mark Zuckerberg conta com “apenas” 18,5 milhões por aqui. O tempo online dos visitantes também coloca o Orkut à frente: 8,7 milhões contra 0,9 bilhão do Facebook.
Por outro lado, o crescimento das duas redes no Brasil é bastante diferenciado. O Facebook cresceu 371% no período entre março de 2010 e março de 2011. O crescimento do Orkut é mais lento e, segundo o Google Discovery, acompanha o aumento médio da web brasileira.
